05/01/2016

SOU UMA JOVEM EMBAIXADORA!!!!

Teu posts programados até metade do mês mais ou menos, mas ainda assim vocês não vão me ver tão presente aqui no blog quanto eu era antes. O motivo? SOU UMA JOVEM EMBAIXADORA! Mas o que é isso? Bom, o Programa Jovens Embaixadores é organizado anualmente pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e seleciona 50 estudantes para passar um mês no país realizando diversos tipos de atividades. Se interessou? No vídeo abaixo eu explico direitinho o que é o Programa e o que eu vou fazer lá!


E aí, depois dessa eu mereço umas "férias", né? Não se preocupem que na volta vai ter vlog e eu surtando sobre a melhor experiência da minha vida, com certeza! <3 p="">

p.s.: Estou com problemas no domínio "www.opinada.com", e por conta da viagem ele provavelmente só voltará ao normal em Fevereiro, então por enquanto nosso link de acesso será "www.blogopinada.blogspot.com".

01/01/2016

Desafio de Ano Novo: 101 coisas em 1001 dias

Fonte: Google Imagens
Em primeiro lugar, um feliz ano novo a todos! Desejo muita saúde, paz, sabedoria e prosperidade neste ano que está começando!

Sempre quis realizar o desafio "101 coisas em 1001 dias", mas sempre tive preguiça/receio de começar e não conseguir terminar, mas como ano novo, vida nova, resolvi que já era mais do que hora de começar. E é por isso que nesse 1º de Janeiro estou lançando aqui no blog o desafio, pra quem quiser me acompanhar ao longo do tempo.

Eu vou anexar minha lista em uma página do blog, que poderá ser acessada com facilidade a qualquer hora, viu?

O que é? O projeto "101 coisas em 1001 dias" consiste em uma lista de metas que deve ser finalizada até a data estipulada baixo.

Início: 01/01/2016
Fim: 28/09/2018

Legenda: Finalizado / Em andamento / Cancelado

Pessoal:

1. Aprender a dirigir
2. Tirar a carteira de habilitação
3. Fazer a playlist da minha vida
4. Fazer novos amigos
5. Dar uma festa de aniversário
6. Estabelecer meu peso em 55kg
7. Ir a um show internacional (0/1)
8. Aprender 5 receitas do dia-a-dia (0/5)
9. Lembrar de usar minha agenda
10. Aprender a jogar sinuca
11. Participar de um passeio ciclístico
12. Ficar uma semana sem tomar café
13. Tirar o aparelho
14. Fazer o corte Long Bob (de novo)
15. Ter um cachorro
16. Tratar a ansiedade
17. Cantar em um karaokê
18. Me vestir sem me preocupar com o que os outros vão pensar
19. Fazer clareamento dentário
20. Ser mais sociável com os meus colegas

Solidariedade / Fazer o Bem:

21. Doar sangue 3 vezes (0/3)
22. Doar pelo menos 1 peça de roupa por mês
23. Doar meu cabelo
24. Adotar 2 cartinhas nos Correios (0/2)
25. Presentear alguém sem motivo
26. Me cadastrar para a doação de medula
27. Dar um CD personalizado de presente

Viagem:

28. Conhecer outro país da América Latina
29. Visitar pelo menos 6 cidades dos EUA (0/6)
30. Ver a neve pela primeira vez
31. Andar em uma roda-gigante
32. Visitar um parque de diversões
33. Viajar pelo menos 3x para o exterior (0/3)
34. Visitar as cidades históricas de Minas Gerais
35. Viajar com um amigo
36. Fazer uma trilha
37. Acampar
38. Visitar 10 cidades no Brasil (0/10)
39. Visitar 10 museus (0/10)
40. Patinar no gelo
41. Participar de uma viagem escolar (0/1)
42. Ir a Disney
43. Ir a um Happy Holi
44. Visitar a Europa
45. Comer 5 comidas totalmente diferentes (0/5)
46. Tomar banho em um lago/rio

Estudos:

47. Me formar
48. Ser aceita em pelo menos duas universidades dos EUA
49. Iniciar a graduação
50. Tirar mais do que 30 no ACT
51. Tirar uma nota maior do que 700 no ENEM
52. Tirar uma nota maior do que 100 no TOEFL
53. Começar a estudar outro idioma em uma escola de idiomas
54. Fazer um curso de verão
55. Fazer um concurso público
56. Passar no concurso

Cinema/Séries:

57. Fazer maratona de Pretty Little Liars
58. Assistir Grey's Anatomy em ordem cronológica
59. Assistir mais 10 filmes estrelados pelo Tom Hanks (0/10)
60. Ir ao cinema 15 vezes (0/15)
61. Assistir pelo menos 20 clássicos (0/20)
62. Assistir séries somente em inglês, sem legendas
63. Assistir 100 filmes (0/100)
64. Terminar de assistir Gossip Girl

Literatura:

65. Ler todos os livros de "As Crônicas de Gelo e Fogo" lançados
66. Ler a trilogia "O Século"
67. Ler "O Alquimista"
68. Ler 5 histórias vencedoras do Pullitzer (0/5)
69. Ler mais 15 livros da Agatha Christie (0/15)
70. Ler todos os livros da minha estante
71. Escrever minha própria fanfic
72. Ler pelo menos 10 livros em inglês (0/10) - Didáticos não contam
73. Ir à Feira do Livro de Porto Alegre
74. Ler 3 livros sobre Jornalismo (0/3)
75. Participar de um projeto/desafio literário
76. Escrever mais

Financeiro:

77. Comprar menos de 30 livros (0/30)
78. Comprar um iPhone
79. Comprar um óculos de sol
80. Comprar bugigangas para redecorar meu quarto
81. Comprar 3 batons NYX (0/3)
82. Comprar 2 bonecos Funko (0/2)
83. Comprar em um brechó
84. Comprar 3 pingentes Pandora (0/3)
85. Comprar um mapa interativo
86. Controlar meus gastos
87. Poupar uma quantia fixa do meu salário mensalmente

Esportes:

88. Ir a um jogo no Beira-Rio
89. Jogar mais um JIF
90. Praticar um novo esporte - que eu nunca tenha praticado
91. Fazer exercícios pelo menos 3x na semana

Blog:

92. Postar pelo menos 50 resenhas (0/50)
93. Postar pelo menos 15 vídeos (0/15)
94. Ainda postar no blog até o final do desafio
95. Cumprir mais da metade dos itens dessa lista
96. Atingir os 2000 likes na página
97. Trocar o layout do blog
98. Usar mais o Instagram
99. Superar a vergonha de gravar vídeos
100. Participar de um projeto fotográfico
101. Realizar 5 sorteios

E aí, o que acharam? Pensam em aderir ao desafio?

28/10/2015

30 linhas foi pouco: tudo que faltou espaço para falar no ENEM

Nesse final de semana teve ENEM. 
Teve Simone de Beauvoir. 
Teve a problematização da violência contra a mulher. 
Teve (um basta na) cultura do machismo.

Faz tempo que venho utilizando esse espaço do blog para falar sobre um assunto tão necessário de ser tratado, e que ainda não recebe devida atenção, mesmo no século XXI: o machismo. Tenho orgulho de dizer que volto grande parte da minha produção textual (que não é tão extensa, nem tão relevante) para esse tema. Por quê? Porque o machismo é problema meu. É problema seu. É problema de todos nós. Não podemos fechar os olhos para uma cultura que mata - pessoas e sonhos - diariamente.

Um resumo do meu final de semana: Sábado, 24 de Outubro de 2015, 13h30. Fiscal entrega a prova. Caderno branco. Abro. Questão número 1. Tema: o movimento feminista no século XX. Confesso que fui fazer o primeiro dia de provas bem tranquila, já que essa edição do exame serviu apenas como "treino" para mim. Acontece que depois de abrir a prova e me deparar de cara com uma questão dessas, ganhei um gás extra que me fez ir muito melhor naquele dia. Aí para melhorar vem aquele tema de redação no domingo. Obrigada, INEP!

Mas, a bem da verdade, os acontecimentos do final de semana não foram suficientes para acabar com todo o machismo existente no mundo (e eu nunca pensaria uma hipocrisia dessas!), mas mostrou dados altíssimos, que tendemos a ignorar, a mais de 7 milhões de brasileiros que realizaram a prova. E melhor ainda: fez com que essas pessoas refletissem e argumentassem sobre isso.

Não sei para vocês, mas para mim 30 linhas foi muito pouco para expressar tudo o que - no meu ponto de vista - precisava ser dito. Não se enganem, minha redação não foi somente sobre o machismo. Foi focada na violência verbal. Aquela mesma que já é tanta que acaba passando despercebida pela gente. Mas é claro que não pude deixar de citar o antagonista deste post como causa disso tudo.

O textão nosso de cada dia de hoje é só um desabafo, já que tudo que eu quis dizer não coube na folha de redação. Obrigada por me ouvirem!

23/09/2015

Por que o clipe da Lady Gaga nos fez enxergar o que não queremos ver?

Gaga, nunca fui tua melhor fã, mas passei a te admirar ainda mais depois desse clipe, irmã.

Ao contrário de outros trabalhos de Lady Gaga, o clipe de Till It Happens To You não conquista o público pelo seu apelo irreverente e alegórico. Ele é frio, direto e sem pudores. Sua irreverência está numa crueldade cotidiana a mulheres do mundo todo. Mas por que é tão tocante? Porque retrata um crime que atingirá pelo menos 20% das universitárias estado-unidenses até o final do ano: o estupro.

E por que ninguém fala sobre isso? Para as universidades - algumas com renome internacional, como Harvard e Columbia -, enfrentar a dura realidade que atinge suas (e seus, não podemos esquecer que esse quadro não é exclusivamente feminino) estudantes, seria difamar a imagem que elas vêm construíndo há séculos. Entretanto, calar-se não têm sido uma opção para os estudantes violentados.

A discussão dentro dos campi tornou-se tão grande que nessa luta o bom senso acabou ganhando mais um poderoso aliado: o governo norte-americano. Além da pressão para que os crimes ocorridos nos campi passem a ser tratados em Tribunais, e não mais internamente, nos Conselhos de Campus (que vinham absolvendo uma maioria esmagadora de acusados), foi criada a campanha It's On Us, que visa conscientizar pessoas do mundo todo quanto à cultura do estupro (como se fosse muito difícil explicar para as pessoas que "não" é "não").

A grande verdade é que nós ainda não vemos a violência sexual como o ato repugnante que é. Estupro ainda é justificado pelo descontrole masculino ("ai, sabe como é difícil pra um cara se controlar"). A culpa ainda é da vítima ("ela estava pedindo" ou o agressor "não tem culpa de ela ser tão gostosa"). Ainda insistimos em fechar os olhos para um problema que atinge mulheres como eu, como você, como sua mãe e sua namorada. Mas não é conveniente para nós fazemos isso; mulher foi feita pra servir mesmo, não é?

Acontece que, em pouco mais de 6 minutos de vídeo, Gaga se junta ao grito feminista que ainda está preso nas gargantas de muitas de nós há séculos e transmite o que todas nós mulheres sentimos em nosso âmago: compaixão - e não pena - pelas nossas irmãs, violentadas diariamente em todos os cantos do mundo. Irmãs por vezes sem rosto, sem voz, mas que guardam no fundo do peito uma dor profunda, um sentimento de impotência, e até de culpa. As que nunca passaram por isso tentam entender, ajudar. Mas a mensagem da cantora, que é mais uma das vítimas desse quadro gigantesco de violência sexual, é clara: you'll never know, till it happens to you (você nunca entenderá, até acontecer com você).

01/08/2015

Ouvi, Escrevi, Senti #3 - McFly

Com a proximidade do dia do amigo (sei que já passou, perdão!) e com a escolha de McFly para nos inspirar no "Ouvi, Escrevi, Senti", não teve outra: escolhi "You've Got a Friend". Sei que a música original nem é deles, mas a minha preferida é. Além disso, essa música marcou minha amizade com uma amiga muito querida, e por isso ela me traz lembranças muito boas.



Ter amigos é uma coisa bem engraçada. Quero dizer, todas aquelas frases regadas no glitter sobre amizade que acompanhavam os scraps no Orkut fazem o total sentido. Se a pessoa perdia tempo procurando o scrap mais cafona pra colocar no teu mural de recados era porque a amizade tinha futuro. Se ela brigava pelo topo dos depoimentos, aí, meu filho, deu match no migo.

A verdade é que o Orkut morreu, o Facebook apareceu, e poucas amizades sobreviveram até aqui. Sinceramente, são poucos os amigos que trago daquela época, mas independente de terem me mandado muitos ou poucos depoimentos, são pessoas muito especiais, que eu tenho muito orgulho de bater no peito e dizer: "é meu amigo".

Daqui alguns anos eu provavelmente só vou poder manter contato com alguns dos meus amigos pelas redes sociais, aí sim elas vão ser cruciais nas nossas amizades. Pode ser que com o tempo cada um esteja morando em um canto, casado ou não, mas a verdade é que a amizade e as lembranças que construímos juntas vão continuar todas por aqui.

Ah, e independente de qual for a rede social do momento, eu já sou grata desde já por (futuramente) me dar a oportunidade de ter um pedacinho dos meus amigos onde quer que eu esteja.  

30/07/2015

O nosso vazio

Fonte: Google Imagens
Eu estava conversando com uns amigos e te vi passar lá do outro lado da rua, fiquei te olhado, mas logo voltei a conversar. Eu estava cheia de mim, mas sentia falta de alguém, alguém que me desse a mão pra andar na rua e me chamasse pra faze qualquer coisa no final de semana. Eu senti falta de uma ligação antes de dormir, eu senti falta de sair de casa e quando voltasse tivesse uma mensagem perguntando se eu havia chegado bem. Eu senti muito a falta da alegria compartilhada, não que a minha não fosse, eu era cheia de mim e de pessoas a minha volta, mas senti falta de alguém que fosse me aquecer no frio e tomar sorvete no calor. Eu senti falta de alguém.

O meu vazio se deparou com o seu...

Eu nunca imaginei que nos cruzaríamos dias depois, só sei que dessa vez não te deixaria passar e de amigos de amigos acabamos conversando. Descobri que como eu, era cheio de si, mas vazio de alguém, foram alguns dias para que o seu sorriso convidasse o meu a sair. Levou certo tempo para que o meu vazio encontrasse o seu e assim nós dois nos sentíssemos completos. Eu me transbordo de amor, parte dele é totalmente dedicada a você que afina a voz quando eu peço chamego, parte dele é dedicada a você que se oferece pra me ajudar toda vez que eu finjo saber fazer alguma coisa.

Depois de tantos nós, enfim nós dois.

Foram tantos nós que eu tive que guardar na garganta, foram tantos nós que deixaram por aqui, até eu encontrar você e aprender a fazer um laço, porque você é definitivamente um presente, no meu presente e se continuarmos assim no meu futuro também. Parece que de todos os erros que eu já cometi e de todas as mágoas que eu vivi, você chegou na hora certa, como se estivesse esperado eu passar por todo a quele perrengue pra saber o jeito certo de amar você.

Não existe exatamente um jeito certo...

Existe amor, existe alguém disposto a fazer durar, existe alguém disposto a te chamar pra viajar, te colocar pra dormir, te tirar o sono. Eu demorei um tempo pra acreditar nisso, ainda é difícil de acreditar, mas levou um tempo pra acreditar que depois de tanto tapa na cara existiria alguém pra apertar a minha bochecha e dizer que eu sou a pessoa mais fofa do mundo, mesmo eu sabendo que não sou. O meu vazio encontrou o seu e eu não poderia estar mais completa do que agora.

P.S.: Esse texto é de total responsabilidade da autora. Para ler mais textos como esse, acesse o blog Cordiforme-se.

28/07/2015

Não consigo manter os pés no chão



Cheguei a conclusão de que este é o grande dilema da minha vida: não conseguir manter os pés no chão. Honestamente, sempre fui um pouco diferente das pessoas ao meu redor. Não sou o tipo de pessoa que aceita as coisas de primeira ou que se contenta com a realidade, pelo contrário, sou aquele tipo de guria chata que corre atrás dos sonhos, por mais que isso me dê muita dor de cabeça ou que as vezes nem dê certo.

Percebi isso quando disse para meus pais que irei passar pelo processo de application ano que vem (para quem não sabe, application é o processo de seleção das universidades americanas). Foi como se eu tivesse dito que tinha me alistado para ir para a guerra. Os "coloca os pés no chão, te contenta com a FURG" dos meus pais tiveram o mesmo significado de um "não vais conseguir voltar viva". Entendo que morar em uma cidade do interior e não ter condições financeiras tão boas são um problema, mas nada disso conseguiu me impedir de sonhar. Pelo contrário, só me deu mais força de vontade para correr atrás e provar para eles que eu posso.

Aliás, sempre fui acostumada a lidar com não's na minha vida - alguns deles vindos das pessoas que mais confiavam em mim. Uns realmente me tiraram de roubadas, mas outros quase me tiraram grandes oportunidades. Tive que aprender na prática a pesar minhas possibilidades e escolher o que é melhor para mim.

E o que me levou a tudo isso, claro, foi o fato de não conseguir manter os pés no chão, não conseguir me contentar com a comodidade. E sou extremamente grata por isso, porque por mais que algumas vezes eu tenha quebrado a cara (e feio!!!), para mim tudo é experiência na bagagem. Se não virar lição de vida, vira história pra contar para os netos (ou pra quem lê meu blog).

18/07/2015

O valor das coisas simples



Até semana retrasada eu nunca tinha viajado de avião. Mas não porque sou aquele tipo de pessoa que tem medo, fobia, e que se puder escolher o ônibus escolhe, sabe? Simplesmente nunca viajei por falta de oportunidade mesmo. 

E confesso que com toda correria pré-viagem acabei nem dando bola para o voo em si. Eu estava bem nervosa quanto a parte técnica, com medo de que desse algo errado no check-in, que extraviassem minha mala, coisas assim, e por isso percebi que só caiu a ficha que eu iria voar, de verdade, pela primeira vez, quando já estávamos quase decolando.

Mas esse texto não é sobre um voo - até porque isso já deve até ser algo corriqueiro na vida de alguns de vocês -, é sobre como a melhor parte da minha viagem foi algo que eu nem havia dado bola anteriormente. 

Vamos começar do começo: semanas antes da viagem eu já tinha várias check-lists e mapas de onde queria ir em São Paulo (já tinha planejado até as compras que eu queria fazer). Além de que passava boa parte do meu dia imaginando como seria estar na melhor universidade do país. E no meio disso tudo, o avião seria só o meio de transporte que me ligaria a todas essas coisas. Só que tudo mudou quando eu comecei a ver as cidades ficando pequenas lá de cima. Tudo que eu conseguia pensar era "meus professores de Geografia estavam certos".  Era surreal ver como litoral era bastante habitado e como no interior as pequenas cidades se fundiam com planaltos e serras em segundos. O mais legal foi perceber que, em menos de duas horas, eu consegui "conhecer" 4 estados brasileiros de um dos pontos de vista mais privilegiados.

Depois desse insight, fica aqui meu recado para todo mundo: as vezes as melhores coisas da vida estão onde a gente menos espera, nos pequenos detalhes, nos mais breves momentos. Por isso, não deem muita bola para que tudo ocorra perfeito, garanta apenas que dê certo, porque se já esperássemos tudo que fosse acontecer, que graça teria a vida?

21/05/2015

Desabafo de uma blogueira

Fonte: We Heart It


Oi, gente!

Sei que vocês perceberam que eu estive meio sumida, então esse post é uma espécie de justificativa/desabafo. 

Sempre considerei esse blog minha segunda casa, onde eu poderia chegar e teria gente pra me ouvir. Mesmo quando comecei, em 2010, e eu não tinha nenhum acesso, eu me sentia bem postando. O mesmo aconteceu quando, depois da pausa de quase um ano do blog, eu voltei a postar, mesmo com a certeza de que tinha perdido todo o público que levei 3 anos para conquistar. Eu nunca me importei com isso, sabe por quê? Porque esse blog me faz bem, e sempre me fez.

O problema é que em 2015 eu tenho vivido um dos anos mais corridos da minha vida - e quando digo corrido, não é numa velocidade Rubinho, é num nível Ayrton Senna mesmo. Neste ano eu decidi que queria alçar voos maiores. Comecei a fazer estágio, me tornei voluntária do jornal da escola e quando sobra um tempo ainda me dedico a olimpíadas científicas. O problema é que, além disso, eu não quis deixar de lado as coisas que já vinham na minha bagagem, como o time de vôlei e meu cargo no Centro Estudantil.

Isso de alguma forma debilitou minha saúde. Tenho apenas 16 anos e talvez não estivesse preparada para tamanha pressão. O acúmulo de estresse e as noites mal dormidas resultaram em uma pseudo-internação no hospital por 4 dias, os mesmos quatro dias que eu não tenho podido ingerir nenhum tipo de alimento. 

Hoje voltei para casa e as coisas parecem estar se acertando aos poucos. Foi a primeira vez que tive energia o suficiente para conseguir escrever esse post. Em todo esse tempo que estive "em off" me preocupei com o blog, com vocês. A partir de hoje vou ter que dar uma diminuída na frequência de postagens porque preciso descansar mais, mas isso não significa que eu vou abandonar isso aqui, muito pelo contrário, vou postar sempre que puder e assim que conseguir estabilizar minha rotina voltarei com mais posts e ideias do que nunca! 

Agradeço a todos que me acompanham por me fazer não desistir. Vocês são demais! 

17/05/2015

Projeto "Ouvi, Escrevi, Senti" + Amor à primeira vista

Já faz tempo que eu queria começar um projeto de escrita, mas não sabia como e nem por onde começar. Até que me deu um estalo. Poxa, o que eu mais faço é ouvir música, então pensei: "Se gosto tanto de interpretar músicas, por que não escrever sobre isso?" Daí chamei a Juliana, do blog Entretanto (visitem!), para participar. O projeto, que recebeu o nome de "Ouvi, Escrevi, Senti", consta em escolher um artista por mês e postar um texto baseado em alguma música dele. No mês de Maio, começaremos com o fofíssimo Ed Sheeran. E a música escolhida por mim é "Everything Has Changed" (feat. Taylor Swift).


Não sou o tipo de pessoa que acredita em amor à primeira vista. Não mesmo. Porém, um par de olhos verdes e um sorriso sincero têm me feito repensar seriamente nisso. Nunca pensei que pudesse pensar tanto em uma pessoa que eu mal conhecesse, sendo que a única coisa que eu sabia sobre ela era que queria conhecê-la melhor.

As únicas coisas que sei sobre você é que você tem uma voz calma - que pude perceber quando você me disse "oi" - e o seu nome, sem qualquer indício de um possível sobrenome. E mesmo não sabendo nada, já posso imaginar tudo sobre você: quem você é, que curso você faz, quais seus filmes preferidos...

Já vi milhares de filmes sobre amores à primeira vista, mas para mim nunca passou de ficção. Quero dizer, como gostar de alguém que você nem conhece, que nunca conversou, e que não sabe nada sobre essa pessoa? É por isso que o amor é tão arrebatador, tão intenso, quando você menos espera ele te atinge. E você me atingiu.

Sempre fui a garota que construiu paredes em volta de um coração de pedra, que não estava disposta a se arriscar por ninguém. Ah, mas por você eu posso derrubá-las. Se ao menos eu te conhecesse, eu te diria isso. Querido, eu posso não saber nada sobre você, mas uma coisa eu sei: desde que te vi tudo mudou.

Esse texto faz parte do Projeto "Ouvi, Escrevi, Senti", sendo o escolhido de Maio "Ed Sheeran". Ele não tem qualquer ligação com a realidade. 

15/05/2015

Elas se amam

Fonte: Google Imagens
Dia desses eu vi um casal gay de mãos dadas, só isso, as mãos dadas e os olhos brilhando. Eu adoro quando sinto que o amor ainda existe e faz as pessoas sorrirem com os olhos, eu gosto disso, mas algumas pessoas passaram com o olhar de reprovação, enquanto eles não se importavam com nada eu me incomodei e se pudesse faria uma barreira contra todos aqueles olhares de reprovação, mas eu não tenho esse poder. Sou hétero, nunca beijei e nem senti atração por outra mulher, mas sou uma das pessoas mais sentimentais que você poderá conhecer. Isso dificilmente terá fim e eu não quero travar uma discussão sobre o assunto, longe disso. Vim aqui, porque alguns casais me inspiraram. 

Ela nunca teve um sorriso no rosto como o que tem hoje, o amor dos pais sempre foi o suficiente, mas ela conheceu alguém. Ela conheceu outra garota que sorri pra ela como se não houvesse amanhã, porque ninguém sabe se haverá mesmo ou não, já dizia Renato Russo. Ela usava vestido e a sua namorada também, mas isso nunca foi um problema para elas. Ela levava flores e recebia o abraço mais apertado do mundo em troca. 

Ela costumava passar os domingos sozinha, vez ou outra saia com os amigos, mas seus finais de semana nunca foram tão felizes como são agora. Elas reúnem a família, mesa cheia, sorrisos à mesa e uma pitada de amor. Vez ou outra elas param pra assistir um filme juntas, porque não tem nada melhor do que o abraço quente de que você ama. 

Elas já gritaram uma com a outra, porque o amor é isso, é colocar os defeitos pra se debaterem até que ele virem amigos. Elas se encontraram depois de muitas decepções e aprendizados, elas finalmente podiam se amar. Elas tentavam todo dia fazer o amor crescer e conseguiam. Ela me disse que não poderia mudar, não queria e eu? Eu sorri, porque seria madrinha de um casamento pela primeira vez. O papel não as aceitou, mas o amor sim e não existe nada mais forte que isso. 

Ela me disse que o preconceito que tem que conviver é como se fosse uma facada em seu peito, mas quando chega em casa e vê aquele sorriso tudo é curado. Ela me disse que os corações frios são pequenos diante de como o amor que ela sente é capaz de aquecê-la. 

Elas se amam e eu não vou deixar que qualquer um acabe com isso. Eu me permiti senti amor, porque não encontro nada de errado no que elas fazem, eu me permiti olhar as duas com amor e carinho. Eu me permiti, porque eu não queria mais ouvir tantas criticas contra pessoas que não estavam fazendo nada além de se amar. Eu me permiti abrir a boca quando ver alguma cena de preconceito e eu não poderia mudar nem se eu tentasse.

01/05/2015

Eu espero que você esteja feliz

Fonte: Google Imagens


Eu espero que você esteja feliz, diferente de quando esperou eu dormir e foi chorar baixinho na sala, talvez eu tivesse esquecido de alguma coisa, sou um pouco desajeitado mesmo. Acabei esquecendo de te ligar depois de um tempo sem te ver. Eu espero que você esteja feliz, porque da última vez que você saiu daqui foi chorando e como quem nunca mais iria voltar. Você não voltou. 

Eu espero que você esteja feliz, porque o último café que você fez aqui em casa, estava sem açúcar, não sei se foi porque você estava distraída ou se estava amarga demais pra sentir a diferença. Eu espero que esteja feliz, porque eu não fui capaz de fazer isso por você, como fez por mim. Eu queria escrever um daqueles textos onde pediria para o seu novo namorado cuidar de você e falaria de todas as coisas que você gosta, mas não tem como isso acontecer, porque eu não parei pra prestar atenção em você, eu não te dei colo, porque o seu estava bom demais pra eu perceber que você precisava de um também.

Você tentava me agradar o tempo todo e tudo estava bom demais para parecer que não estava bom pra você. Eu espero que você esteja feliz sem a blusa que deixou aqui em casa e todos os filmes que trouxe pra podermos assistir, estão todos aqui em uma caixa com o seu nome do lado de fora, eu deixo ela no canto do meu quarto, porque se um dia conhecer alguma outra pessoa que tenha paciência comigo, vou precisar de algo pra lembrar do quão idiota fui. 

Eu espero que você esteja feliz, porque eu não fui bom o suficiente de te olhar e dizer que não te amava de verdade e sim gostava da sua presença, fui covarde em não te olhar e dizer que o problema de fato não era você, não me julgue por ser clichê, o problema sou e fui eu, mas o que dizer? 

Apenas admitir que fui imaturo o suficiente e só você sabe disso, porque a sua família ainda acredita que eu era o cara perfeito pra você. Eu atravessaria a cidade agora só pra me desculpar, mas você não merece aceitar tudo o que eu fiz, mas eu espero que você seja feliz e não posso mais aparecer.

P.S.: Esse texto é de total responsabilidade da autora. Para ler mais textos como esse, acesse o blog Cordiforme-se.


15/04/2015

O seu café



Você costumava acordar coçando o olho e dizendo que queria dormir mais um pouco, mas eu dizia que o café estava pronto e você sorria respondendo que sentiu o cheiro do quarto. Não sei se foi porque você largou a nicotina ou de uns tempos pra cá insistiu nessa de ser poeta, mas ultimamente só o café te abastece e eu gosto, porque você é diferente de alguns caras que conheço, eles jamais sentariam na mesa enquanto faço café e escreveriam um verso pra mim de repente como você fazia.

Você costumava dizer que seu café não poderia ser amargo, nem doce demais, mas eu nunca conseguia fazer isso, um dia estava doce e no outro amargo, um dia estava forte e em outro estava fraco. Você dizia que o sabor do meu café era o reflexo de como eu havia acordado, eu poderia ficar mais tempo na cama ou ir trabalhar sem fazer nada, mas eu gostava de fazer o seu bendito café, porque você passava a tarde toda escrevendo com a xícara de canto e entre um gole e outro me olhava sorrindo.

Ultimamente faço o seu café pra mim, sou eu que faço, sou eu que bebo, mas ele continua sendo seu, porque de todas as maneiras que a vida poderia te tirar de mim ela decidiu tirar através do câncer de pulmão e sua tentativa de largar a nicotina não ajudou, porque já tinha se espalhado amor por todo o seu corpo. Deve doer perder um parente para uma doença, mas eu perdi você antes de começarmos uma família. 

Agora quem escreve sou eu, hoje cedo fiz o café que gosta, mas sem perceber coloquei duas xícaras na mesa. Era só eu. Me lembro que disse para não criar nenhum bloqueio emocional como os seus bloqueios criativos, porque eu era uma mulher incrível e que encontraria alguém compatível.

Ainda não sei como as pessoas superam essas perdas, mas foi como se tirassem uma parte de mim. Foi como se tirassem uma parte de mim, mas não tiraram, porque as coisas que me ensinou ao longo dos dias que passamos juntos serão impossíveis de apagar e todos os nossos momentos estão salvos como em uma fotografia em um álbum que só eu posso ver.

Foi como se tirassem uma parte de mim, ma não tiraram porque embora a vida tenha te levado eu ainda sinto o amor de quando você estava vivo.

P.S.: Esse texto é de total responsabilidade da autora. Para ler mais textos como esse, acesse o blog Cordiforme-se.


18/03/2015

Sim, é amor

Mais um dia cansativo e tudo o que eu quero é chegar em casa e me deitar, mas eu chego e você já está lá, me esperando, me recebe com um abraço e diz "Eu te amo tanto", pergunta se estou cansada, me chama pra deitar e faz uma massagem nas minhas costas que doem apesar da minha bolsa ser de ombro; deve ser o peso do dia a dia, mas com você a dor alivia. Sem você perceber eu já estava dormindo e te deixei falando sozinho sobre nossos planos de domingo. 

Acordo e ainda está começando a anoitecer, sinto um beijo na testa e você me pergunta se eu dormi bem, não sei se é pelo fato de o trabalho me engolir e a gente quase não se ver direito durante a semana, mas é uma delícia quando você vem e me ama. Bagunça a cama, uma quinta-feira com cara de sexta, isso quem diz são os lençóis bagunçados com as nossas roupas do lado e um pouco de pipoca que eu deixei cair lá perto do armário, mas a paz é tanta que poderia ser só quinta, sem essa ideia de "feira". 

Me lembro de quando te pedia pra me falar mais sobre seu dia, porque você costumava ser tão quieto e eu acreditava que pelas nossas diferenças nosso amor nunca daria certo, mas você chega e com calma me explica como é que funciona o futebol americano e eu que já fiz o plano e contra plano esqueço a lista de afazeres do dia e esqueço meu corpo no seu na cama a tarde inteira e escuto você me falar da sua tia e que preciso conhecer a sua família. 

Precisava entender que essa mania de idealizar nunca iria trazer a tal peça pra completar o meu quebra-cabeça, melhor do que isso, quando parei com essa mania boba apareceu você que me embaralhou mais e mais. Me irritando só pra depois me dar amor e dizer que fico engraçada quando estou brava. Apareceu você, que depois da briga diz que respeita a minha opinião, mas que não é hora de dar sermão, só de dar um abraço e tentar deixar o coração calado, ele só precisa ser confortado de que sim, é amor. 

Sim: é amor. E eu tiro a roupa sem pudor, não existe vergonha. Sim, é amor capaz de suportar sua voz desafinada cantando pra mim depois de uma discussão boba. Sim: é amor capaz de suportar qualquer olhar torto. 

Depois de um dia louco me entrego e sou refém do seu peito, onde me deito e sempre me esqueço do peso do dia, porque aquela sua massagem seguida de um beijo é como se fosse a vida sussurrando bem baixinho no meu ouvido "Olha aí o que te dei, sorria".

P.S.: Esse texto é de total responsabilidade da autora. Para ler mais textos como esse, acesse o blog Cordiforme-se.



08/03/2015

Grandes mulheres são transformadas em ilustrações inspiradoras

Já faz um tempinho que conheci a página no Facebook de uma grande ilustradora, a Raquel Vitorelo, que transforma  temas diversos - e alguns bem polêmicos - em arte, com um traço muito leve e delicado. Um dos projetos que a Raquel lançou recentemente foi o "Coisa de Mulher", cria ilustrações baseadas em grande mulheres da História. E nada melhor do que o dia de hoje pra trazer algumas dessas ilustras pra vocês, né?






Além de ser uma artista muito talentosa, a Raquel ainda coloca uma breve introdução sobre cada uma dessas grandes mulheres nas descrições das imagens, o que faz com que conheçamos um pouco mais sobre cada uma delas. 


Me contem, quem são as mulheres que inspiram vocês? Parabéns para todas nós nesse dia tão importante e necessário para a conscientização sobre o feminismo e a igualdade de gênero!

14/02/2015

Papo Cultura: Quais os tipos de "beleza" procurados nos concursos?

Quem é gaúcha - assim como eu -, com certeza já ouviu falar da Vanessa Braga, a participante do Garota Verão (famoso concurso de beleza do Rio Grande do Sul, realizado todos os anos pela RBS TV) que ficou famosa por fugir do padrão das passarelas. Aos 14 anos, com 1,61m e 70kg, ela foi a primeira participante plus size da história do concurso.

Vanessa pode não ter sido eleita a representante de Canguçu (sua cidade natal) no concurso, mas com certeza foi a Miss Simpatia desta edição, conquistando a todos com sua timidez, doçura e, principalmente, coragem para enfrentar toda a repercussão que sua história teria. A garota chegou até a participar do programa Encontro, na Rede Globo. Houve opiniões diversas sobre a participação dela no concurso, tanto boas (exaltando sua coragem) quanto ruins (a criticando por não ter um "corpo de miss"), mas esse acontecimento levanta outra questão: era necessário que a participação da menina gerasse toda essa repercussão somente porque ela não se enquadra nos padrões aceitáveis de beleza?

Na mesma época em que esse assunto estourou na mídia, ocorreu o concurso Miss Universo, no qual a representante da Colômbia, Paulina Vega, foi eleita a mulher mais bela do mundo. No meu ponto de vista, Paulina era sim lindíssima, mas a questão é que o concurso nunca levou em consideração somente a beleza de suas candidatas, mas também a postura, etiqueta e, principalmente, a capacidade de trabalhar como uma "embaixadora da paz", levando comunhão e fraternidade a todos os povos do mundo. Especialmente pelo momento das perguntas ser minha parte preferida do concurso - e a mais importante, na minha opinião -, senti que nenhuma candidata foi feliz ou determinada o suficiente em sua resposta, como se não tivessem se dado o trabalho de se prepararem para este momento, como se não fosse importante o suficiente. Me decepcionei bastante nesse quesito.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a classificação da jamaicana Kaci Fennell, que terminou em 5º lugar. Essa colocação para um concurso que contou com mais de 80 participantes seria um sonho para qualquer candidata, mas não para a preferida do público, que arrematou a todos com  o típico bom-humor latino e corte de cabelo no estilo joãozinho. Aliás, será que não foi esse corte inusitado que tantos amaram que fez os jurados não a escolherem por ela ter fugido do padrão?

Cabelos curtos, peso acima da média... Por que tanto preconceito em uma sociedade onde o diferente tem ganhado o mundo? Em uma época na qual todos querem ser únicos, infelizmente, e sem lógica alguma, quem foge do padrão ainda é muito julgado. Por isso, termino esse texto com uma das minhas citações preferidas, do ícone da moda Coco Chanel: Para ser insubstituível, você precisa ser diferente. Então não ligue para julgamentos, ouse. Se quiser desfilar, cantar, namorar, viajar, faça, porque a vida é curta e única, e o tempo, ah, meu amigo, ele não volta.    

29/01/2015

Sobre a esperança: aprendendo a voar

Fonte: Google Imagens

Sempre fui o tipo de pessoa que evita criar expectativas. Desde pequena aprendi que nada vem de graça, e que é preciso batalhar e correr atrás dos seus objetivos. Em um mundo onde todos são seus concorrentes, somos preparados para uma vida caótica na qual não temos tempo para sonhar. Aliás, sonhar nunca foi uma opção. Aprendi da pior maneira que enquanto você está sentado, sonhando, um outro alguém está lá fora batalhando pelos seus objetivos. Acabei me acostumando com a seguinte frase: "Não crie expectativas, simplesmente vá lá e faça."  

Mas recentemente mudei minha opinião; descobri que junto com as expectativas vem a esperança, e que na vida ninguém consegue viver sem ela. A esperança é o sentimento mais bonito do mundo, porque quando parece não haver mais nenhuma possibilidade, é ela que te faz perseverar. Já ouvi histórias de pessoas que estavam no fundo do poço mas tiveram esperança (e muita força de vontade) e por isso conseguiram dar a voltar por cima.

Esperança e expectativas são coisas bem diferentes, mas uma complementa a outra. Criar expectativas é sonhar, traçar metas e esperar que elas se concretizem. Porém, é a esperança o pilar de tudo isso, é a partir dela que vêm a coragem e a força de vontade para ir atrás dos seus sonhos.

Voos muitos altos normalmente vem acompanhados de grandes quedas, mas em um mundo como esse, para fugir da loucura da qual fazemos parte, somente tirando os pés do chão, e ter esperança é criar asas. Por isso, crie suas expectativas, tire os pés do chão, persiga seus sonhos e principalmente: nunca perca a esperança de alcançá-los.

Esse texto faz parte do Projeto + Que Palavras, sendo o tema de Janeiro "Expectativas". Ele não tem qualquer ligação com a realidade. 

20/01/2015

5 vídeos que farão você se sentir mais confiante

Sempre gostei muito de procurar links criativos pela internet, desde vídeos DIY à campanhas publicitárias. E por falar em campanhas publicitárias, uma coisa que sempre admirei muito foi o fato de que as grandes empresas de cosméticos estão se desprendendo dos antigos padrões de beleza e, além de fazerem propagandas utilizando modelos de diferentes formas e tamanhos, estão criando campanhas que tem como ponto principal o bem-estar de suas clientes. Por conta disso, hoje trouxe algumas propagandas inspiradoras que acredito que, de algum modo, vão te deixar mais confiante.

Always - #ComoUmaGarota 


Nesse comercial, os diretores pedem para que modelos façam diversas coisas "como garotas", só que eles interpretam esse termo como se fosse uma coisa ruim, e essa é a grande questão que o Always levanta na propaganda: quando foi que fazer algo como uma garota se tornou algo ruim?

Gillette Venus - #UseSeuE

O objetivo da campanha é nos livrar dos rótulos que estivemos cercadas durante toda a nossa vida, e mostrar que nós podemos ser o que quisermos, e não somente o que a sociedade impor para nós. Você pode sim ser bonita & inteligente, tímida & destemida, ou o que mais quiser ser.

Dove - Retratos da Real Beleza


Nesse lindo comercial, mulheres são convidadas a descrever a si próprias para um desenhista. Depois, outras mulheres são chamadas para descrevê-las, e no final se vê a comparação entre os dois retratos falados, bem diferentes um do outro. O vídeo mostra nossa tendência de nos vermos menos bonitas do que realmente somos.

P&G - Obrigada Mãe

Nessa linda propaganda da P&G, feita para as Olimpíadas de 2012, é mostrado como os atletas se tornaram grandes campeões: com o amor e apoio de suas mães, que desde sempre os incentivaram na prática dos esportes e foram recompensados com o sucesso dos seus filhos.

Coca-Cola - Razões para Acreditar

Como sempre, a Coca-Cola trouxe mais um belo comercial, daqueles que não tem como não se emocionar. Nessa propaganda, a empresa mostra que as câmeras de segurança não flagram só crimes e acidentes, mas também lindos gestos de bondade.

Esses foram alguns dos comerciais que eu indico porque me tocaram de algum modo e que eu espero que façam o mesmo com vocês. Para mim, a empresa não tem somente que vender seus produtos, mas sim conquistar seu cliente, e tenho certeza que isso essas marcas fazem muito bem. É muito bom estar vendo a sociedade da beleza se transformar na sociedade do amor próprio.

Como bônus dessa lista, trouxe o clipe de Try, da Colbie Caillat, que segue o mesmo padrão dessas campanhas: ser você mesmo.


Espero que tenham gostado do post! E lembrem-se: you don't have to try so hard
Peço desculpas pela instabilidade do blog nos últimos dias! Devido ao domínio, ele ficou um bom tempo fora do ar, mas acredito que o problema já tenha sido resolvido. Se persistir peço que me alertem de algum modo. Obrigada!

12/01/2015

Papo Cultura: A incrível história do lápis que foi mais letal que a arma

Liberdade de Expressão - Por Jerm
Dois homens conseguiram parar o mundo - ou melhor, colocá-lo em estado de alerta - na última semana, numa proporção que não era vista desde os ataques às Torres Gêmeas em 2001. Os irmãos Kouashi (Chérif e Saïd) invadiram a sede do jornal francês Charlie Hebdo, em Paris, na última quarta-feira, e assassinaram 12 pessoas, entre eles cartunistas, jornalistas e policiais. O ataque desencadeou uma série de atentados por todo o país, que terminou com um total de 20 pessoas mortas, sendo 17 vítimas e 3 terroristas.

O jornal Charlie Hebdo publica semanalmente charges satíricas sobre diversos temas, como religião, política, cultura, etc. Devido ao seu material bastante "apimentado" e direcionado, o jornal já recebeu várias notas de repúdio e também ameaças, tanto é que há alguns anos atrás radicais islâmicos atearam fogo no antigo prédio deles, que por causa disso foram obrigados a se mudarem para uma sede restrita da qual pouquíssimas pessoas tinham o endereço. O que não impediu que um novo ataque acontecesse...

Depois de tudo o que aconteceu, eu não poderia trazer outro tema para o Papo Cultura desse mês. Afinal, até que ponto vai liberdade de expressão? Em que momento ela deixa de ser uma opinião defendida para se tornar um ataque a outras pessoas ou outros ideais? É isso que vamos discutir no post de hoje.

31/12/2014

Últimos devaneios de 2014

E mais um ano está terminando. Posso dizer que o ano de 2014 foi excelente para mim em todos os quesitos, exceto em um: gostaria de ter procrastinado menos. Modéstia à parte, sei que sou uma pessoa com um grande potencial para a maioria das coisas, mas às vezes minha preguiça me impede de fazê-las. Um exemplo disso é em relação ao blog, quantas vezes já não deixei ele de lado, meio abandonado, por preguiça - ou usando a desculpa da "falta de tempo" - de postar. Por isso, esse objetivo encabeça a lista das minhas metas pessoais para 2015: ser mais pró-ativa.

Como disse antes, este foi um ano muito especial para mim, não porque eu esperei algo dele, mas porque corri atrás dos meus objetivos. Isto é uma das coisas que me irrita ouvir nessa época do ano: "que o próximo ano me traga...". Sinto informar, mas aí vai um aviso de utilidade pública aos navegantes: nem 2015 nem ninguém vai trazer tudo que você quiser se você ficar esperando sentado. Nunca foi assim e nunca vai ser. Tenho certeza de que você é uma pessoa especial, capaz de perseguir seus objetivos. Não digo que é preciso vencer sempre - eu mesma acabei por deixar algumas metas de lado -, mas o que vale é a dedicação e o esforço que você gastou no processo. Por exemplo, se sua meta é perder 10kg, e você conseguiu perder 5kg, um grande caminho foi percorrido, então agora falta pouco. O importante não é se você perdeu ou não esses 10kgs, mas sim que você conseguiu deixar para trás aquela pessoa sedentária e foi capaz de se reeducar, ou seja, o primeiro grande passo já foi dado.

Nesse ano que passou tive muitas vitórias na minha vida: me tornei uma pessoa mais extrovertida e menos insegura quanto a mim mesma, conquistei meu primeiro emprego (mesmo que como bolsista em um Projeto de Extensão), no quesito acadêmico mantive médias altas na escola e fui medalhista da OBMEP, tenho uma família que se manteve unida neste ano e um namorado e amigos que amo muito. Além disso, uma das melhores coisas que aconteceram para mim em 2014 foi a minha volta ao blog, pois quando escrevo aqui me sinto muito mais confiante do que no mundo real, mas, principalmente, porque este é o universo onde eu conheci pessoas e blogs maravilhosos ao longo desses quatro anos. Então, obrigada! 

Quanto ao próximo ano, tenho uma lista de metas a serem cumpridas - como vocês viram acima. Mas de 2015 eu só espero uma coisa: muita paz, porque o mundo está precisando (e muito) e disso não posso dar conta sozinha - mas podem tem certeza de que farei minha parte quanto a isso.

Desejo a todos vocês uma excelente noite de Ano Novo, com muita paz, harmonia e felicidade, e também desejo que o ano de vocês inicie com o pé direito, e que continue assim pelos próximos 365 dias! P.S.: Vem mudança por aqui, fiquem de olho! 
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